quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Novas ferramentas e o novo perfil jornalístico

Toda análise apresentada no texto “A internet e o novo papel do jornalista”, reflete ao que temos para aproveitar com as novas tecnologias. Ferramentas que fortalecem os leitores, consumidores, dando maior acessibilidade à notícia, e na outra ponta, o profissional jornalista, usufruindo deste braço forte chamado jornalismo online.

O profissional de hoje deve buscar informações sobre essas novas ferramentas de trabalho que o mercado disponibiliza. Novas linguagens, novos formatos, expandir o conhecimento tecnológico. Fazer destes meios suas infindáveis ferramentas, com o principal objetivo, tanto do digital (ciberjornalismo) como do tradicional e não obsoleto veículo (impressos e televisivos) a chegada da notícia ao leitor, que é o foco principal.

Para nós profissionais de jornalismo, muda-se a linguagem, pois cada mídia destas citadas tem a quem atingir. O mais seletivo, o mais focado, o direcionado, fica mais visível este foco e com a possibilidade de acerto inúmeras vezes mais exato do que qualquer outra mídia.

É muito comum ouvir debate sobre fim de algum seguimento, quando o novo é apresentado. Após esta discussão de idéias, de muitos profissionais analisando e expondo suas opiniões, acreditam (e acredito) que quem não acompanha ou tem certa resistência, com estas mudanças, com medos, medos de filtros, de credibilidade, de onde vem a notícia, quem a trouxe, medo de faltar o intermediador (jornalista) para notícias, ficou pra traz.

É isto que os tempos apresentam para nós, o que deve ser feito é o agradecimento diário, porque somos capazes de reverter certos medos transformando-os em tendências, expansão, fazer com que tudo fique mais acessível, e para se ter credibilidade, não é algo dado é algo conquistado.

Quem tem receio sobre credibilidade certamente está com a sua em risco, é um crescimento muito bem vindo para todos os profissionais que participaram deste debate, e temos a nobre obrigação de usufruir e crescer profissionalmente com tudo de novo que temos em mãos.

Por Keila Barrocal

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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Sem catástrofe

Texto feito após leitura de "A internet e o novo papel do jornalista"

É sempre bom desconfiar de uma previsão catastrófica. Raramente elas estão certas. Teses já colocaram o planeta terra, o rock, o jornal, o rádio e tantas outras coisas em cheque, mas elas seguem por aí vivas, ou no máximo, um pouco mal das pernas.

O mesmo vale para as perguntas “será que o jornalismo vai acabar?” e “como fica o jornalista nessa nova situação?”. A internet trouxe essa questão e logo a teorias pessimistas fizeram seu trabalho de sempre, prever o pior cenário. Óbvio demais.

Acho que não existe profissão mais privilegiada com a internet que o jornalismo. Embora não seja uma afirmação que possa ser feita com certeza absoluta, são muitos os benefícios que a internet gerou para os jornalistas. Ao invés de ser encarada como vilã deve se prestar mais atenção na internet como ferramenta ideal para se obter bons textos, opiniões diversas, ler qualquer jornal do mundo, achar qualquer fonte em questão de minutos, etc. Não havia essa agilidade e facilidade antes. E são artigos muito necessários para um bom profissional.

Quanto a formação, não há como desvincular. Todos os meios hoje são multimídias, pelo menos os mais relevantes. Rádio tem televisão, tem site, jornal tem vídeo na internet, etc, uma bagunça midiática. Cabe ao jornalista se inserir ali, ser bom de vídeo, saber fazer um post no ou editar uma página que sairá no jornal. Precisar ter domínio amplo das novidades técnicas, estudar cada uma que aparecer. É mais um item que não pode ser tratado como barreira. Tem que ser multimídia.

O jornalista precisa trabalhar em conjunto com seu novo aliado, precisar ser amigo da internet. Por mais que qualquer umhoje possa ser fonte de noticias tão confiáveis quanto um jornal ou mesmo tão relevante quanto um site, um profissional da informação tem o deve de estar mais conectado que qualquer outra pessoa, de ter as melhores fontes, a melhor checagem, o melhor texto, a boa relação com os leitores. Não há novidade aí.

Todos esses itens se colocados num ideal jornalístico pré-internet caberiam muito bem, mas com certeza seria muito mais difícil encontrar alguém com tantas habilidades somadas.

A rede auxilia muito mais que atrapalha e vai criar muitos bons jornalistas, assim como também cria leitores melhores, mais informados. Se hoje qualquer um pode informar, falar diretamente com o público e ter boa audiência, cabe ao jornalista mapear isso. Um bom mapa gera confiança e compreensão. Isso sempre foi uma função do jornal e continua sendo. As fontes podem falar quanto quiserem. Mapear e analisar não é trabalho delas.
Quem escreve na internet precisa ser o melhor leitor dela. Assim como o bom jornalista sempre precisou ser o melhor leitor da sociedade – não que isso seja possível, mas pelo menos como meta a se trabalhar.

É preciso trabalho e dedicação. A soma da técnica e das novidades com os mesmos códigos que ditam a vida do jornalista desde a criação da imprensa. Muito mudou, mas reduzido ao básico as coisas ainda são bem iguais. Sem catástrofe. O jornalismo vai sobrevier.

Por Vinícius Félix

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José Carlos Lourenço, uma vida dedicada ao rádio

José Carlos Lourenço, radialista há 20 anos, publicitário formado e assessor de imprensa na prefeitura de Pontal. Começou há duas décadas no rádio e viu a evolução dos meios de comunicação, acreditando que essa evolução só veio a somar na maneira de compartilhar informação.

1) Como você começou no rádio?

JC: Comecei na década de 90, mais especificadamente em 91 sou fascinado por música desde criança, tanto que comecei a tocar guitarra ainda muito novo. Adorava o som de vários DJs, através de uma oportunidade de um amigo em uma boate chamada OverNight em Pontal fiz alguns contatos e iniciei meu caminho “discotecando”. Depois recebi uma oportunidade de trabalhar em rádio, a primeira emissora que trabalhei foi na PontalFm, fiquei por vários anos, passei também pela DiárioFm e hoje trabalho em uma rádio comunitária, na minha cidade Pontal.

2) Como você adaptou – se a evolução dos meios, e se isso influenciou na forma de fazer seu trabalho como locutor?

JC: No início foi simples, como já havia me aventurado como DJ, a parte técnica eu já conhecia, ainda na época do vinil, então foi mais fácil “acostumar – me” com os aparatos do rádio. É claro, que com a evolução digital as coisas se modificaram automaticamente, sendo complicada a utilização no começo, mas com o passar do tempo, essa evolução só somou na maneira de se comunicar.


3) Quais foram os aparatos técnicos que se modificaram no rádio e que você tenha ou teve contato?

JC: Os aparatos técnicos que foram modificados do início da minha carreira até hoje, o vinil, fita cassete, md, cartucheiras, tape rolo, dnol e por fim o computador. Este aparato deu uma reviravolta geral nos meios de comunicação, revolucionando e acrescentando, mas uma infinidade de possibilidades, como podcasts, vídeo reportagens dentre outras coisas.

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Novas Tecnologias em Assessoria de Imprensa

Fernando Bueno, diretor da Assessoria de Imprensa, Milagre do Verbo de Ribeirão Preto, comenta sobre o uso das novas tecnologias e os beneficios da utilização dessa ferramenta para os Assessores de Imprensa.

1 – Para você, o que são as novas tecnologias?

No âmbito da Comunicação como mecanismo de integração e informação social e como business, as novas tecnologias são todas as ferramentas disponíveis, ou criadas sob demanda, que permitem maior integração entre o produtor da informação – seja ele um meio de comunicação tradicional ou de plataforma mais moderna – e seu público-alvo. Necessariamente, resvalaremos ou nos colocaremos totalmente imersos nos quesitos modernidade e informática de ponta quando falamos de novas tecnologias – isso pode ser traduzido como utilização de Redes Sociais em geral e plataformas que considerem tecnologia móvel, como celulares e tablets. É bom ressaltar que sempre focarei, nesta nossa conversa, muito mais o atendimento às necessidades de comunicação das organizações para as quais eu e minha equipe atuamos em termos de agência e provedora de soluções em comunicação. Ou seja, meu foco sempre será o negócio do cliente.


2 – Como isso pode ser um benefício para os meios de comunicação?

Os meios de comunicação somente se beneficiarão das novas tecnologias de forma integral quando resolverem dois aspectos cruciais: transformá-las, finalmente, em geradoras de caixa – jornais, rádios, TVs e agora sites e portais são empresas e como tais visam lucro; quase nunca dizem isso para os futuros jornalistas nas faculdades – e utilizá-las respondendo, sem exceções, ao cânone principal da informação, que é fazê-la sair de sua origem e chegar ao seu público com clareza, coerência, correção e concisão. O grande problema é que muitos veículos fazem, nos suportes tradicionais ou modernos, um Jornalismo errático, mal escrito, tendencioso e... curtinho, como se isso fosse sinônimo de concisão. Tempos atrás ouvi, em um evento em Ribeirão Preto, uma profissional de Turismo, dublê de produtora de conteúdo de portal de internet, criticar aspirantes a jornalistas do Estadão. Ela dizia que jornal impresso era arcaico e pré-histórico e que quem havia, por exemplo, dado a primeira notícia da morte de Bin Laden fora um cara que tuitou, do Afeganistão, sobre o assunto. O problema é que não ensinaram a ela que Jornalismo não se faz apenas com manchetes. Ele se faz com responsabilidade e aprofundamento de discussões importantes à sociedade.


3 – Atualmente, qual a relação das novas tecnologias com a Assessoria de Imprensa?

As Assessorias de Imprensa são empresas que fornecem conteúdo direta (atualizando blogs, tuitando, postando em Redes Sociais, etc.) ou indiretamente (“vendendo” releases e boas pautas às redações) à sociedade. Portanto, não podem e não devem se furtar de atuar com as ferramentas disponíveis para fazer o melhor mix de planejamento e ações para seus clientes. Contudo, há que se respeitar a cultura dos próprios clientes. É uma ilusão achar que todo o mercado já está ou estará em curto prazo envolvido, por exemplo, com Redes Sociais. Nossos clientes, por exemplo, estão entrando de forma paulatina. Temos oferecido plataformas e soluções e eles estão testando ou avaliando nos planejamentos para 2012. Mas seremos os principais fornecedores de conteúdo para as novas tecnologias deles e de outras áreas do mercado na qual atuaremos a partir do ano que vem. Há, contudo, clientes como a Santa Emília Automóveis, por exemplo, que estão em diversas Redes Sociais, inclusive vendendo carros e fidelizando seus clientes. Os meios tradicionais continuarão a ser usados, mas as novas tecnologias ocuparão um espaço próprio neste cenário. Tudo tem que ser, como sempre, planejado com critério para que a execução e os resultados sejam positivos.

4 – Qual a estratégia utilizada para que a informação seja proliferada nas novas TCIs?

A informação não pode ser proliferada simplesmente. Ela tem e pode ser concebida para as novas tecnologias da informação, mas deve respeitar critérios éticos e estruturas de tempo e apuração, como em qualquer outra plataforma. Tudo se baseia em planejamento e foco. O planejamento faz os prazos serem cumpridos e rearranja as ferramentas, atuais ou tradicionais, em benefício da necessidade do cliente. E o foco faz com que o planejamento seja direcionado aos públicos que se quer atingir. As diferenças mais sensíveis referem-se à instantaneidade da informação veiculada por meio das novas tecnologias. Antigamente, em coletivas, por exemplo, as “brigas” aconteciam porque o pessoal das TVs queria gravar logo porque as fitas tinham que ser enviadas para a edição. Depois veio o pessoal dos sites, que ali mesmo, com notebooks no colo, enviavam seus textos. Com os novos celulares tudo acontece ao mesmo tempo agora. Uma foto é batida e um texto é postado em microblog. Mas até para isso tem que haver critérios. Não sou dos puristas que acha que Jornalismo tem que ser feito por jornalistas formados. Claro que prefiro os meus colegas, aqueles que se sentaram nos bancos das faculdades e vararam madrugadas em fechamentos. Respeito e estarei sempre ao lado destes. Mas hoje em dia é melhor ter informação de credibilidade feita por pessoas conscientes e éticas que material ruim e tendencioso feito por jornalistas venais, o que, infelizmente, tem muito por aí. Mas não acredito que as pessoas e os próprios profissionais tenham que achar que um twitter baste. É preciso aprofundamento.

5 – Como as novas tecnologias podem influenciar no conteúdo da informação? E no jornalismo? E para a assessoria de imprensa?

Acabarei aqui defendendo as posições que já salientei acima. A maior mudança é que, agora, os governos, as empresas, os SACs, os jornais, etc., não são mais donos exclusivos da informação, como era no passado. Hoje ela pertence ao mundo, à sociedade. De novo, é preciso ter critérios para se escrever e para se consumir esta informação das Redes Sociais, por exemplo. A rapidez com que a informação chega ao público está fazendo com que o Jornalismo se reinvente e se torne mais ágil e com mais atrativos – meu medo é que tudo se torne um grande barril de entretenimento apenas. Muitos jornalistas já se pautam pelos twitters que seguem. Outros passaram a usar Facebook e blogs para publicar conteúdo próprio, que não cabe nos veículos tradicionais. Isso me anima. No que se refere à Assessoria de Imprensa, as questões referem-se, sobretudo, ao pronto atendimento às solicitações da sociedade. Hoje as reclamações ou pedidos de explicação não chegam até uma Assessoria somente por meio da imprensa. Vêm por meio dos sites das empresas, das Redes Sociais, etc. Um exemplo de falta de reconhecimento das Redes Sociais como novo elemento transformador das relações na sociedade é o famoso vídeo do consumidor que se sentiu lesado pela Brastemp. A empresa não deu muita bola para o consumidor e teve que amargar a realidade de ser um case de falta de gestão em comunicação repetido à exaustão em cursos e palestras sobre o assunto em todo Brasil. Uma Assessoria de Imprensa, em tempos de novas tecnologias, tem que estar preparada para antever situações como esta e propor soluções.

6 – O que você mudaria para melhorar as novas TCIs?

As novas tecnologias têm que ser colocadas a serviço da boa informação a qual a sociedade tem direito. Não podemos achar que tudo seja informação pertinente. O difícil nesta história é não se contaminar e separar o joio do trigo. Não devemos nos ater a modismos e, sim, fazer Jornalismo com respeito ao leitor, ao público final. Banda larga e telefonia móvel mais baratas e de melhor qualidade ajudaria muito.

Por Victor Sanches

Confira no link abaixo a entrevista com Fernando Bueno

Novas Tecnologias em Assessoria de Imprensa by vic_victor_hugo




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A rede e a comunicação

Quando falamos de “Comunicação” logo nos vêm termos utilizados diariamente, como comunicação de massa, comunicação em rede, aldeia global, globalização, tecnologia, comunicação empresarial entre outros. Termos que estão em destaque nos dias de hoje.
Primeiramente, temos que entender o conceito da comunicação. A palavra veio do latim communicatio, que significa “está encarregado de”. Com o acréscimo do prefixo “co” o significado passa a ser “reunião”, ou seja, temos a ideia de uma atividade realizada em conjunto. Sendo assim, comunicação quer dizer: Comum + Ação, no qual obtemos a “ação em comum”, a “reunião de informações em comum”.

Se olharmos na linha do tempo, perceberemos que a comunicação teve início desde a pré-história, dos homens da mesma aldeia ou para transmitir a cultura e/ou tradições. A escrita só se tornou estabelecida e criada séculos depois na mesopotâmia. Todos esses meios de comunicação, assim como diziam os grandes filósofos, Aristóteles e Platão, eram para o modo de aprendizagem e expressão do conhecimento.

Desde então, já temos o conceito de “Aldeia Global”, teorizado pelo grande filósofo e educador, Marshall McLuhan. Essa expressão quer dizer que o progresso tecnológico estava reduzindo todo o planeta à mesma situação que ocorre em uma aldeia, ou seja, uma comunicação bidirecional e entre dois ou mais indivíduos. Paralelamente já conseguimos visualizar que a comunicação já permeava a Terra desde os primórdios da vida.

Consequentemente, falando em aldeia global, já nos vem a mente a palavra “rede”. Comunicação em rede. A origem dessa palavra vem do latim retis, que traz o significado de fios entrelaçados. Um entrelaçado de coisas unidas apenas por um ponto que se divide em mais pontos, formando assim um conjunto de fios.

Focado no termo da comunicação, temos, então, uma sociedade em rede. Uma sociedade que necessita se comunicar, denominando uma ação comum, que será transmitida para outros seres da mesma espécie, como uma massa, formando assim, uma rede de comunicação. Uma Sociedade em Rede.

Evidenciamos isso no artigo científico de Taís Marina Tellaroli e João Pedro Albino, como o tema: “Da sociedade da informação às novas tic’s: questões sobre internet, jornalismo e comunicação de massa”. Nesse foram discutidos o sistema de comunicação, tecnologia da informação e crescimento das redes integradas.

E nessa sociedade “contemporânea”, praticamente, todos estão inseridos nesse novo mundo da tecnologia da informação, dentre dessa rede chamada Internet. E então vem a perguntar: “E eu que não faço parte dessa rede, dessa aldeia, sou o que?”. A resposta é simples. Um morto digital. Um morto que não bebe dessa informação, mas isso não quer dizer que este indivíduo seja um morto de conhecimento.

E foi pensando nesse conceito que os próprios veículos de comunicação como o jornal, revista e rádio decidiram tornarem-se veículos “vivos digitais”. Os jornais começaram a disponibilizar suas matérias virtualmente, assim como as revistas, e os rádios passaram a transmitir seus programas por podcast. Isso tudo para não ser apenas mais um morto digital, e estar incluso dentro desse meio digital. Pois, hoje, quem não está acompanhando a “aldeia” e as tsunamis das novas comunicações, está fora dessa realidade e consequentemente excluído deste contexto.

Será mesmo essa realidade enfrentada pela comunicação, para o próximo século, ou será que podemos mudar esse entrelaçado de fios e modificar a rede da comunicação?

Por Victor Sanches

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O Cérebro e a Comunicação

Nosso cérebro é o principal órgão e o centro do sistema nervoso dos seres humanos e de todos os animais vertebrados. É por meio de ações e estímulos deste órgão que conseguimos apreciar os nossos cinco sentidos: visão, audição, tato, paladar e olfato.

Analisando por este lado parece que o trabalho do cérebro é muito simples, tratando, exclusivamente, de um único órgão, solitário, mas ele é extremamente complexo. Nele contem cerca de 100 bilhões de neurônios, responsáveis pelos processos que conduzem impulsos nervosos para o corpo e do corpo para a célula nervosa.

E os neurônios utilizam-se de conexões sinápticas, que são responsáveis pela ligação entre os neurônio, fazendo assim, uma comunicação de informações altamente eficaz. Uma vez que, um neurônio “morre”, ou melhor dizendo, quando um neurônio apresenta processos patológicos e degenerativos, no qual ocorrem cortes ou secções dos tecidos nervosos, eles começam a dividir a “carga de trabalho” para os 100 bilhões sobreviventes.

Ou seja, sem o nosso cérebro não conseguiríamos viver, seriamos apenas um ser não pensante, sem a percepção dos sentidos e da vida. E porque questiono isso caro leitor? Porque a comunicação seja ela na internet, no jornal, na TV, é como o funcionamento do nosso cérebro.

Sendo assim, imagine a internet sendo um cérebro humano, no qual as páginas da web são os nossos neurônios, os hiperlinks são as nossas conexões sinápticas e toda massa volumosa dentro do cerebelo é o conteúdo do qual se é reproduzido dentro desta plataforma.

Assim como os nossos neurônios são rápidos em transmitir os sentidos, como por exemplo, sentir o gosto do café, as informações transmitidas pela internet é absurdamente rápida, como num piscar de olhos. Só que, como uma picada de uma agulha, no qual a musculatura tem uma reação de ardência e formigamento, a comunicação dentro desse universo também tem esse lado negativo.
Cabe a nós sabermos se nosso corpo está anestesiado em ingerir essas informações ou não. Informações que tem a falsa sensação de ajudar, mas que é apenas uma gordura saturada. Saturada de conteúdo sem qualidade; saturada de não comprometimento com a verdade; saturada com a reprodução de massa de uma mesma notícia em milhões de lugares; e saturada de mostrar a imparcialidade da notícia.

E, assim como o Botulismo, uma doença infecciosa produzida pela bactéria toxina do bacilo que deixa uma paralisia no sistema nervoso, não podemos deixar que, apenas, esse tipo de informação seja uma camisa de força rotineira da vida. Existem outros meios.
Mas, também, não podemos ser hipócritas a ponto de simplesmente ignorar esse fato, tentando negar a si mesmo que não utilizamos desses meios. O século XXI, em relação à comunicação, foi como a invenção da roda, a novidade do momento, começando pela alta tecnologia da internet, rapidez na comunicação e envio da informação e produção de materiais realizados por simples aparelhos celulares ou tablet.

O que devemos fazer é dosar a informação. Assim como dizia na passagem de Hamelt “Palavras...palavras...palavras”, realmente, a internet está cheia disso, é tudo que é “muito” é “ruim”. Cabe a nós separar o joio do trigo e não tampar o sol com a peneira!

Por Victor Sanches

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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Jornalismo On-line

Com o surgimento das novas tecnologias da informação criou-se um novo perfil de jornalista. A internet mudou a forma de acesso à informação,antes somente no impresso,TV e rádio,hoje a internet se tornou um meio fundamental para informação,pois o acesso é fácil e ágil.

A questão da formação dos novos jornalistas têm de ser alterada, para saberem trabalhar como as novas tecnologias,incorporando novas exigências como a produção de imagem e vídeo.

Como diz Doug Millison “os jornalistas on-line devem aprender algumas ferramentas básicas da Web: como usar a Internet para pesquisar informação, programação básica de HTML para saberem construir páginas Web, produção digital de áudio e vídeo e técnicas de programação na Web relacionadas, para adicionar elementos multimídia ao texto jornalístico''.

O jornalista têm de ser versátil e criativo sabendo trabalhar com tanto com textos como fotos, áudio e vídeo. Antigamente o jornalista levava consigo um bloco de notas,caneta e um gravador,hoje a câmera fotográfica se tornou indispensável,pois há mais possibilidades com este equipamento.

Em relação as habilidades do jornalistas os conhecimentos técnicos são muito importantes,mas não mais do que dominar os princípios,regras e práticas do jornalismo. Ter boas técnicas de entrevista, possuir pensamento crítico e possuir as técnicas de escrita são indispensáveis.

O jornalista que trabalha na rede têm de ter prazer e sentir confortável em trabalhar na web e lidar com a instantaneidade da informação.

É muito importante saber apurar para divulgar somente notícias verídicas, pois a rapidez na internet faz com que muitos erros sejam cometidos, na maioria das vezes não são apurados. Para muitos veículos o que importa é dar o furo primeiro, publicação instantânea pode fazer o veículo perder credibilidade dando uma informação falsa.

Com as novas ferramentas disponibilizadas na internet os leitores também se tornaram autores através de blogs,sites. Muitos dizem que o jornalismo será extinto,mais isto é praticamente impossível.

Pois o ser humano tem necessidade de informação, e cabe ao jornalista informar o que está acontecendo no mundo. É através do jornalismo que a notícia tem credibilidade e veracidade para informar o povo.

Bill Kovach e Tom Rosentiel dizem ainda que "cada geração cria seu próprio jornalismo", mas que sua finalidade não muda.

Por Caroline Borges

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Sociedade do excesso de informação e com pouca qualidade

Vivemos em uma era da instantaneidade,onde o mais ágil e fácil ao seu alcance é o mais venerado.A comunicação se tornou muito mais importante como as novas tecnologias,ela se proliferou rapidamente e as pessoas se comunicam com muito mais facilidade.

Mas ela também trouxe a superficialidade para a comunicação, onde é gerado uma informação nova a cada segundo,mas muitas vezes sem qualidade alguma ou apuração. Como já aconteceu de revistas importantes e reconhecidas publicarem algo que foi divulgado na rede, sem apurarem se o fato era realmente verídico.

“Difícil domar a voragem compulsiva que nos leva a alimentar a falsa crença de que mais informação é sempre melhor”, disse Maria Esther Fernandes.

A cultura da imagem também surgiu por causa da rede,onde a imagem é tudo,não importa o que a pessoa é como ser humano,e sim se o que imagem dela projetar for belo.

A sociedade de consumo onde devemos descartar para consumir algo novo sempre,faz na comunicação que a informação também seja descartada como algo que não tem mais nenhuma utilidade.

Esta nova sociedade imediatista está anulando de nossas vidas os valores,as relações estão cada vez mais superficiais,onde o contato com o outro se torna cada vez mais escasso,estamos nos desumanizando!

Estamos no piloto automático, ficando cada vez mais solitários. Com a correria no dia-a-dia mal conseguimos olhar para o lado, sempre com o IPhone ligado.

A informação está massificada o importa nos dias de hoje é o volume de informação,quanto mais melhor,a apuração muitas vezes é deixada de lado e a falta de qualidade se sobressai,e o jornalismo vai perdendo credibilidade!

O cinema também mostra em muitos filmes como a tecnologia altera a vida do ser humano.Como Matrix que fala sobre um mundo controlado por máquinas em que os seres humanos conectados a elas tem sua energia vital sugada.

É uma metáfora sobre a "grande mídia" que idealiza ou ideologiza a vida real,mostrando aos telespectadores, apenas o que eles, os donos das máquinas, querem que seja visto e pensado.

Como no filme Eu,Robô, com Will Smith, filme adaptado da obra de Isaac Asimov, que trata da consciência de que podemos não ser máquinas, mas agimos como tais sem nos darmos conta disso,na história, homens e máquinas vivem em harmonia, até que ocorre um incidente.

Temos de aprender a lidar com essa nova sociedade da tecnologia e instantaneidade,sem deixar de lado nossos valores,as relações para sermos mais humanos!

Por Caroline Borges

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Tecnologia da “massa”

A tecnologia fez uma revolução sem precedentes no mundo, da mesma forma que a industrial. E hoje, pode ser confirmado como essa revolução influência o modo como recebemos e passamos informações, e a “parafernália” técnica tomou conta disso.

A revolução industrial iniciou o processo do capitalismo na sociedade, implantou as máquinas e a conhecida divisão de classes que conhecemos até hoje: o proletariado e a elite. Elite essa que ajudou no desenvolvimento, tanto da sociedade como os meios de comunicação.

O início foi com o rádio, que teve seu auge no durante as décadas de 30 até meados dos anos 50. Com o advento da televisão que derrubou o rádio para o segundo plano, e tornou – se o meio que comandou a massa durante várias décadas, até a emancipação do computador e posteriormente da internet.

Vários pensadores já discutiam em textos o poder que teria a tecnologia na construção da sociedade de massa. Se o rádio foi por uma época, depois a televisão veio e tomou seu trono e fora considerada a grande revolucionária em termos de disseminação de informação, a internet corre pela mesma premissa e acaba se tornando mais popular.

É difícil imaginar a vida nos tempos atuais, sem um computador ou internet, a não ser que você seja um eremita. Até um vocabulário próprio foi criado, em que as palavras são abreviadas a fim de encurtar as frases, sem perder o sentido no final.

Uma coisa não pode ser negada, sim o computador e a internet revolucionaram o que conhecemos como passar a informação, e agregador de pessoas sem rótulos, ou pré - definições, mas até onde esse meio tão idolatrado pela geração “y” está afetada pelo conceito da “sociedade da massa”.

Jornalismo ultrapassado?

Desde o início de sua longa vida o jornalismo, sempre viveu de altos e baixos em sua história. Se quando criada a prensa difundiu o conceito na sociedade (elite na época), com o passar dos anos criou vertentes disseminando informações.

Há séculos os seus textos eram mais literários, com poesia e afins. O tempo passou e a necessidade, de “vender” a informação foi crescendo, os jornais foram perdendo esse ar, mas sofisticado digamos assim, para entrar na factualidade, para ganhar um filão de leitores que estavam preocupados com o que estava a sua volta.

Os meios foram evoluindo, o impresso foi perdendo espaço para o rádio, que foi perdendo espaço para a televisão, que está perdendo para a internet. O jornalismo sofreu, para se adequar essas mudanças sem perder o seu compromisso que é a verdade dos fatos. A premissa da evolução midiática só prova o quanto temos a necessidade de informações precisas, não apenas velocidade ou por assim dizer um clique.

Por Eddie Neves

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domingo, 27 de novembro de 2011

A era do desapego.

A nossa sociedade poderia facilmente ser classificada como “a sociedade da pressa, da falta de tempo e de paciência”; isso acontece porque vivemos sem tempo e sem vontade de sermos mais participativos com o que acontece, simplesmente receptores de informações de todos os lados.

A evolução tecnológica agregou muito para que a informação fosse difundida, com o email, sites de notícias e afins. Isso foi um grande divisor de águas, na forma de se comunicar entre as pessoas, conhecendo e criando um vínculo. Mas será algo duradouro ou apenas um turbilhão. Rápido e sem aprofundamento?

Muitas vezes, não tem profundidade e muito menos apego que as pessoas teriam há algumas décadas. Esse contato foi acabando como o espaço de um disco rígido, tão rápido que muitas vezes nem percebemos, apenas quando ele chega de fato ao fim.

Relações sem “pegada” nenhuma, podem se encontrar através do nosso smartphone, informações em excesso, um tapa na cara das pessoas que cresceram com o processo de conhecimento da pessoa que poderia se tornar amigo ou algo mais.

Dizer que podemos sim ter uma relação através da tecnologia é chover no molhado, mas será que não nos tornamos frios? Uma frieza que faz com que ignoramos o prazer do beijo, do toque e muitas vezes do sexo.

Contentar-se com uma simples câmera ligada e com a pessoa do outro lado mostrando seu corpo desnudo, para provocar calafrios em quem assiste é algo contentável atualmente. Onde está o prazer dos corpos unidos? Talvez isso esteja de fato ultrapassado como a época do romantismo.

E a forma que as informações são passadas nos dias atuais, é tudo muito rápido e de várias formas, com várias linguagens do mesmo assunto, sem algo a acrescentar todas essa redundância de informações, às vezes cópias de outros veículos de informação.

Não existe nada com profundidade, nada que de fato que motive as pessoas a procurar mais a fundo certos fatos. Além disso, as pessoas também não tem o mesmo interesse que outrora e mesmo assim as informações não param de chegar, algumas vezes devagar e fragmentada como numa internet discada e outras tão rápida e sem conteúdo como os spams da nossa caixa de entrada.

Não entendi...

Milhões de sites, milhões de opiniões, milhões de informações, muitas vezes desencontradas e sem sentido, ou exatamente iguais. Esse é o caminho que a evolução tecnológica está nos levando, o caminho onde todos opinam sem embasamento só pelo senso comum.

Parece que sim, ou pelo menos a maioria, desde o “boom” em meados dos anos 90 que a internet se tornou, uma máquina de informações, você acha tudo desde coisas simples como roupas até sexo.

O empecilho de todo esse aglomerado, é uma coisinha básica o entendimento, o algo a mais, a vontade de se aprofundar em algum assunto, passar a barreira que a internet colocou, de tudo rápido e sem o gostinho de “quero mais” tornando aquela informação muitas vezes verdade para várias pessoas.

O que o futuro reserva, é uma incógnita, só que em determinado momento a correria desenfreada que nossa vida tornou-se, qualquer coisa irá passar despercebida, acabando com a sensação de saber e tudo não passará de um clique para fechar a janela, e nada mais que isso.

Por Eddie Neves

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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Força de vontade.

Parece que o pessimismo impera na sociedade como um todo. Como podemos ser obesos de informação e sedentos de sentido se nós mesmos não procuramos por ele. A internet fez com que muitos conservadores ficassem com um pé atrás, mas até que concordo com eles! Nós precisamos de mais sentido sim mas para isso temos que procurar.

O que vemos hoje é que a internet poderia ter e pode ser usada para educação, assim como queria Roquette Pinto com o rádio, mas na realidade procuramos no jornalismo on-line uma forma rápida de saber o que está acontecendo a nossa volta, mas queremos algo fácil e rápido algo que não precisa de "força" para ser compreendido.

A nossa existência não tem mais sentido, não procuramos saber o porque dos fatos e sim saber somente o fato. Como é bem colocado no artigo quando compara o teatro grego e a informação de hoje. O teatro surgido, não se sabe muito bem aonde, sempre foi uma maneira de contar estórias, passar conhecimento através de interpretações artísticas do cotidiano.

Hoje não procuramos mais o sentido das coisas, preferimos à rapidez, a informação certeira. Talvez o título do artigo estivesse certo talvez estejamos obesos de informação e sedentos de sentido, mas talvez a verdade seja muito mais que isso, nós deixamos de procurar sentido.

Daniel Lara

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Convergência, Senhores!

Talvez convergência seja a palavra que define o jornalismo atual. No artigo "Da sociedade da informação às novas tic’s: questões sobre internet, jornalismo e comunicação de massa" de Taís Marina Tellaroli e João Pedro Albino, o autores salientam bem a transição em que nosso jornalismo e todo o mundo está passando.

O que mais mudou nisso tudo, com o advento das novas tecnologias, foi que hoje o consumidor de informação passou também a produzi-las. Hoje se você quer escrever sobre algo ou até mesmo opinar sobre determinado assunto ou notícia você pode. A internet, por exemplo, possibilita que você possa escolher qual informação quer absorver. No jornal impresso já não se tem essa liberdade, aquilo que está ali é o que está, ou seja, se o leitor quer saber sobre um determinado sub-assunto embutido no texto, isso não é possível, o seu leque de informações é reduzido drasticamente. Já na internet o texto te joga para outro hiperlink em que consta tal informação.

A convergência das novas tecnologias é muito nítida e como bem diz no artigo: "o veículo impresso caracteriza-se por exigir do público o conhecimento da escrita; o rádio atinge um número maior de pessoas por usar apenas o som (audição); a televisão atrai um número também elevado de pessoas pelo apelo visual e auditivo; já o veículo on-line agrega em si todas as características dos outros veículos e gera uma mudança de paradigma da tecnologia da informação".

Daniel Lara

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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Bar do Nerd. União de novas tecnologias e conteúdo de primeira.

Pablo Lopes é um dos idealizadores do site bardonerd.net. Segundo ele, a idéia de criar o domínio aconteceu em 2005, quando foi criada uma comunidade no orkut com a intenção de juntar pessoas para discutir sobre animes, cosplays, filmes, games e outros temas nerds. Atualmente, Pablo e mais três amigos atualizam o site diariamente com informações, podcasts, vídeos, imagens e inúmeras opiniões. Com o crescente número de acessos, o site já recebeu convites para palestrar reuniões e entrevistas na cidade.


Qual a importância das novas tecnologias para a obtenção de informação?

Pablo: As novas tecnologias auxiliam no que se refere a velocidade e acesso ampliado, por exemplo, posso fazer uma busca no Google sobre um determinado assunto e encontrar varias fontes de informações no mundo inteiro.

O que é preciso para manter ativo um site, meio a essas novas tecnologias?

Pablo: Este, talvez, seja o maior problema. É muito complicado, pois na sociedade atual a informação é rápida demais, não existe mais conteúdo que prende por mais que 48 horas ou texto longo que segure a atenção do leitor, ou seja, a necessidade atual é de atualização no nosso site diária com textos pequenos e “digeríveis” com facilidade. Nossos “postadores” buscam em fontes confiáveis, quando necessário traduz e “posta” no bardonerd. Somos, de certa forma, replicadores de informação, porem fazemos de forma critica, ou seja, colocamos nossas características nos textos. Este diferencial é importante, primeiro o texto claro e curto, informação confiável e depois personalidade. As pessoas tem preguiça de pensar por si só, com isso preferem que pensemos por elas, é compram como verdade. Isto é uma realidade.

Aliás, a atualização de um site pode ser considerado uma nova tecnologia da informação ?

Pablo: De certa forma sim, vejamos o facebook, as pessoas que nos seguem nesta ferramenta postam informações, piadas, frases, vídeos e etc em tempo real e a todo momento, se os sites não acompanharem este ritmo perdem.

Qual o objetivo para manter o site bardonerd.com?

Pablo: Inicialmente ganhar dinheiro através do aluguel de espaços comerciais em um site com conteúdo voltado para o publico “nerd” em geral, porem o site ganhou outras característica com a introdução do formato podcast, apesar que não deixa de ser uma ferramenta de publicidade, porem o contato com o publico de todo o tipo, classe e lugar, acabou virando (pra mim) um compromisso frente aos “ouvintes” de passar informação agradável de se ouvir, networking e divulgar ideias. Nesta troca de ideias abrir espaços para novos amigos. Assim, eu sei que varias pessoas estarão lendo ou ouvindo que eu quero dizer, logo tenho que ter todo um cuidado e compromisso com estas pessoas que não conheço, porem estão lá esperando para ouvir ou ler o que nos produzimos.

O que essa nova tecnologia representa para a sociedade atual?

Pablo: Mudança e adaptação, porem temos que tomar todo o cuidado. Porque com a velocidade e a falta de critério , acaba se criando banalidades, se não houver senso critico a respeito do que eu estou lendo ou produzindo na rede, posso estar expondo ideias, ou recebendo um conteúdo não verdadeiro e sem compromisso ético. Não adianta eu ter muita informação se eu não aprendo nada, se não questiono aquilo que vejo.

Essa tecnologia da informação é a vilã do século?

Pablo: A tecnologia não é a vilã, mas sim que a usa de forma errada. Na atualidade, devido ao contexto histórico/social/cultural vem compondo uma sociedade de consumo fútil e banal, a informação vem rápida e fácil mas não é pensada, analisada e criticada. Isso cria um paradoxo, posso falar com o fulano na Bélgica em tempo real, mas não saio do meu quarto para conversar com meu pai, ou seja, a tecnologia ao mesmo tempo que aproxima, distancia os homens dos homens e assim criam-se pessoas mentalmente doentes, raivosas, estressadas e etc.


Mais informações no bardonerd.net.


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terça-feira, 22 de novembro de 2011

30 Minutos Entrevista Blogueiras de Ribeirão Preto

O programa 30 minutos entrevista recebe as jornalistas Lívia Komar (www.calmaeutenhoumplano.blogspot.com, Analídia Ferri (www.varaldiverso.com.br) e Francine Micheli (www.maejaacabei.blogspot.com). Elas foram convidadas para um evento na FNAC onde se debateu como é "blogar" em Ribeirão. No 30 minutos elas falam sobre seus blogs, conteúdo e o evento. O 30 Minutos é uma produção dos alunos de jornalismo do Centro Universitário Barão de Mauá de Ribeirão Preto.

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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O novo jornalista e o novo jornalismo

As novas tecnologias da informação solicitam um novo modelo de jornalista. É fato dizer que o profissional se adapta àquilo que existe no mercado e não o contrário. O Jornalismo online cada vez ganha mais espaço nos meios de informações porque a geração atual exige isso. Muitas notícias, palavras fáceis, textos rápidos e curtos, uso da imagem e dos vídeos, comentários relevantes, é assim que os meios devem agir. 

O jornal impresso sobrevive ainda por quesitos que podem ser enumerados, entre eles, podemos destacar as pessoas mais velhas que são habituadas a ler jornais todos os dias, usando-o como forma de obter informação e ao mesmo tempo como um passatempo. Outros são os profissionais da área, que necessitam disso para aumentar o conhecimento ou mesmo fazer clippagem. Por fim, existem também os interessados por assuntos, mas aí vale lembrar que eles não lêem o jornal todo, mas apenas uma editoria.

A nova era de consumidores de informações está habituada a ler notícias, escrever mensagens, ler e-mails e estar nas redes sociais ao mesmo tempo. É a instantaneidade e a praticidade. É uma caotização de links, páginas e abreviaturas. Esse novo e atuante modelo de público sugere um novo modelo de profissional. O novo jornalista deve ser multifuncional, tem que saber ler e escrever como de praxe, e estar apto para editar fotos, vídeos e áudios. Além de ter práticas em desenvolver atividades nas redes sociais e em toda internet. 

O detalhe que é válido de ser lembrado é o fato de que essa nova idéia de jornalismo cria a presença em abundancia de novos jornalistas. E o que faz a diferença é a qualidade e não mais o certificado. As teorias e as habilidades com o meio se unem em um só ideal: o de informar com criatividade. Porque na internet, principalmente, o que sobre sai é o diferente. Não a informação diferente, mas o modo diferente com que ela é exposta.

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